Saúde e treinamento masculinos, com dicas improvisadas sobre suas condições (1858)


Walt Whitman escreve que "uma dieta quase exclusiva de carne" resultaria em "grande, muito grande favor daquela raça nobre, de sangue puro e superior para a qual nos inclinamos nestes nossos artigos".

O texto argumenta fortemente a favor de uma dieta baseada quase exclusivamente em carne, criticando a complexidade e a artificialidade da alimentação moderna. O autor defende que a maioria das preparações culinárias—incluindo vegetais, sopas, doces, frituras e massas—deveria ser eliminada em favor de um regime alimentar mais simples e natural. Ele acredita que uma dieta carnívora produziria indivíduos mais saudáveis, fortes e vigorosos, enquanto os alimentos industrializados e processados apenas estimulam excessivamente o apetite, distendem o estômago e enfraquecem o organismo.

Além disso, o autor critica a maneira como a alimentação é tratada na sociedade moderna, apontando a falta de princípios científicos na forma como as pessoas comem. Segundo ele, a medicina e a fisiologia ainda não fizeram avanços significativos no entendimento da nutrição e, apesar da grande quantidade de livros e teorias médicas publicadas, a ignorância sobre o assunto continua prevalente. Em particular, ele condena os movimentos dietéticos baseados no consumo excessivo de alimentos como pão seco e maçãs cozidas, os quais considera debilitantes e inadequados para uma vida saudável.

O texto destaca que, principalmente nos estados do leste dos EUA, há uma tendência a priorizar o intelecto em detrimento da força física, o que teria levado à adoção dessas dietas empobrecidas. No entanto, o autor rejeita completamente essa abordagem, insistindo que a carne deveria ser o principal alimento da dieta, pois isso reduziria a carga de trabalho do sistema digestivo e eliminaria substâncias nocivas do sangue. Ele enfatiza que a carne deve ser preparada de maneira simples—grelhada, assada ou cozida—sem ser saturada em gordura ou combinada com outros ingredientes artificiais.

Por fim, ele desafia a ideia de que o vegetarianismo seja sinônimo de temperança alimentar e sugere que uma alimentação baseada na carne é mais adequada para os climas frios do norte e leste dos EUA. Embora reconheça que regiões tropicais possam ter considerações diferentes, ele defende que o consumo de carne pura está alinhado com os instintos naturais e com uma abordagem racional à nutrição.

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