Um estudo piloto de uma dieta cetogênica no transtorno bipolar: achados clínicos, metabólicos e de espectroscopia de ressonância magnética
Uma pesquisa piloto explorou os benefícios da dieta cetogênica para pessoas com transtorno bipolar, revelando impactos promissores tanto na saúde mental quanto na saúde metabólica. O estudo envolveu 27 participantes diagnosticados com a condição, dos quais 20 completaram a intervenção de 6 a 8 semanas. Os resultados apontaram diversas melhorias que sugerem que essa abordagem pode ser uma opção complementar valiosa para o tratamento do transtorno.
No aspecto físico, os participantes apresentaram uma redução média de 4,2 kg no peso corporal e uma queda de 1,5 kg/m² no índice de massa corporal (IMC), favorecendo a saúde geral. Além disso, houve uma diminuição significativa da pressão arterial sistólica em 7,4 mmHg, um indicativo positivo para a saúde cardiovascular. Essas mudanças são especialmente relevantes, pois pessoas com transtorno bipolar apresentam maior risco de desenvolver problemas metabólicos e cardiovasculares.
No campo mental, a dieta cetogênica mostrou uma relação positiva entre os níveis de cetonas no sangue e melhorias no humor e na energia. Além disso, os participantes relataram menor impulsividade e ansiedade, fatores importantes para a estabilidade emocional. Esses achados sugerem que a dieta pode desempenhar um papel regulador nos sintomas do transtorno bipolar, contribuindo para um estado mental mais equilibrado.
Outro aspecto interessante foi a análise cerebral por ressonância magnética espectroscópica, que identificou uma redução nos níveis de glutamato e glutamina em áreas do cérebro ligadas à regulação do humor. Isso é um achado relevante, pois níveis elevados desses neurotransmissores já foram associados ao transtorno bipolar. A dieta cetogênica pode, portanto, influenciar positivamente a função cerebral, promovendo uma atividade neural mais estável.
Outro ponto positivo foi a boa adesão à dieta, com um terço dos participantes optando por continuar o regime cetogênico mesmo após o término do estudo. Isso sugere que a abordagem é viável e bem aceita por algumas pessoas com transtorno bipolar.
Em suma, este estudo trouxe evidências iniciais de que a dieta cetogênica pode beneficiar a saúde mental e metabólica de pessoas com transtorno bipolar. Com melhorias no peso, na pressão arterial, no humor e na função cerebral, a dieta surge como uma estratégia promissora. Os pesquisadores recomendam mais estudos para confirmar esses achados, mas os resultados preliminares são encorajadores para aqueles que buscam alternativas complementares para o manejo da condição.
Fonte: https://bit.ly/3D6EUwx
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